sexta-feira, 8 de agosto de 2014

CINEMA - 07 DE AGOSTO DE 2014


Terra Fria: uma história real de luta contra o assédio à mulher

Baseado em uma história real, o filme Terra Fria narra o drama de Josey Aimes, uma mulher que tem a ousadia de abandonar o marido que a espancava para procurar um emprego e sustentar sozinha seus dois filhos. Para conseguir chefiar essa família, ela resolve trabalhar numa mineradora de ferro no interior do estado de Minnesota, nos EUA.

As provocações e xingamentos da maioria masculina da mina contra as poucas mulheres que trabalham no local tornam-se insuportáveis. Os abusos cometidos pelos colegas vão desde os comentários maliciosos e “brincadeiras sexuais” rabiscadas nas paredes e ditas nos intervalos de almoço até as investidas sexuais de seus superiores.

As reclamações de Josey não têm eco e a única resposta que ela recebe é que peça demissão caso não esteja gostando do trabalho. Josey decide então entrar com uma ação judicial contra a empresa. Foi a primeira ação coletiva por assédio sexual dos Estados Unidos, um marco histórico que influenciou outros processos judiciais e lutas feministas no país e no mundo.

O filme é baseado no livro de Clara Bingham e Laura Leedy Gansler, Ação de classe: a história de Lois Jensen e o caso que mudou a Lei do Assédio Sexual. O livro conta a história de Lois Jensen, que decidiu processar a mineradora Eveleth Taconite. Depois do esforço para convencer outras mulheres que trabalhavam na empresa a aderirem à ação coletiva, em 1998, uma década depois do ocorrido, a empresa teve que pagar às trabalhadoras uma indenização de US$ 3,5 milhões.


Muitas mulheres em uma personagem

Há algumas críticas pelo fato de que o filme funde mais de uma pessoa real na mesma personagem. Entretanto, longe de ser um descrédito, a junção que representa a personagem Josey é um dos principais méritos do filme, por proporcionar uma denúncia conjunta das diversas faces da opressão e exploração da mulher num mesmo quadro.

Para além de um retrato fiel da realidade, Josey é uma denúncia da situação da mulher trabalhadora em seus diversos aspectos. Além da denúncia central do assédio sexual, o filme mostra a mulher que sofre com o preconceito dos vizinhos, família e amigos por ser mãe solteira e separada do marido. Conta, também, a história da adolescente que engravida após ser estuprada pelo professor e aponta, ainda, o machismo presente no próprio tribunal de justiça e no juiz que julga o caso. Por fim, desnuda a desgastante dupla jornada da mulher trabalhadora.


No filme, a opressão, a exploração e a violência contra a mulher estão no local de trabalho, nas ruas, nos bares, nas escolas e dentro de suas próprias casas. Josey encara a incompreensão do filho, que ouve nas ruas e na escola os comentários preconceituosos sobre a mãe. Ela enfrenta o próprio pai, que já não aceitara sua gravidez precoce anos antes e agora se sente ofendido pela filha aceitar um emprego onde ele próprio trabalha. Enfrenta o silêncio da mãe, a violência do marido, o medo das próprias trabalhadoras de perder o emprego caso resolvam aderir à ação.


As ridículas justificativas criadas para encobrir o machismo trazem à memória de quem assiste uma sensação de déjà vu. Para o assédio sexual ou mesmo para o estupro, apresenta-se o argumento da insinuação feminina, ou mesmo seu suposto histórico de comportamento promíscuo. Para a hostilidade pela presença de mulheres trabalhando em uma mina, a resposta de que aquele não é o lugar delas, de que estão roubando o posto de alguém.


Tal ideologia é disseminada e incorporada pelos próprios trabalhadores, num mecanismo claro do Capital para dividir a classe trabalhadora. O próprio sindicato que representa os funcionários da mina no filme cumpre um papel conciliador, defendendo a empresa e se omitindo da batalha travada pelas mulheres do local, apoiando-se para isso no mesmo argumento divisionista.


Um ousado clichê

Apesar de seu importante conteúdo de denúncia, na forma o filme é feito sob medida para o Oscar e os padrões enlatados hollywoodianos. É previsível, até porque geralmente as histórias baseadas em fatos reais o são, por contarem histórias já conhecidas. Exagera no dramalhão, nos clichês, na trilha sonora maçante e em algumas câmeras lentas desnecessárias.

Todavia, não deixa de ser um belo filme. E é belo denunciando as muitas faces da exploração e da opressão da mulher trabalhadora em plena semana do 8 de Março nas principais salas de cinema do país e do mundo e na própria cerimônia do Oscar, indicado aos prêmios de melhor atriz (Charlize Theron) e melhor atriz coadjuvante (Frances McDormand).

Apesar de concentrar as denúncias em uma mesma personagem, a solução final não é individual ou messiânica, até porque se pauta numa história real. Nas batalhas concretas que vivem os trabalhadores, não há heróis, mas direções. E, ainda que utilize uma cena das mais clichês para fazer isso, o filme aponta que as conquistas, mesmo as judiciais (mas não só elas), só podem ser alcançadas quando a ação é coletiva.
FONTE: http://www.pstu.org.br/node/6047

quarta-feira, 25 de junho de 2014

MALÉVOLA - FILME


25 de junho - Nossos alunos vão ao cinema!






Título Original: Maleficent
Gênero: Aventura
Diretor: Robert Stromberg
Produção: Estados Unidos
Distribuição: Disney
Classificação Indicativa: 10 anos
Duração: 97 min
Elenco: Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple, Lesley Manville
Sinopse: Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola, uma mulher movida pelo sentimento de vingança e pelo desejo de se manter no poder. Para enfrentar o rei, ela coloca um feitiço na filha dele, Aurora, fazendo com que a garota fique indecisa entre defender o reino dos humanos e o reino da floresta, de que aprendeu a gostar. Quando Malévola percebe que Aurora está prestes a estabelecer a paz entre os mundos, a vilã é obrigada a tomar uma decisão drástica.




terça-feira, 24 de junho de 2014

ENSAIO DE MACULELÊ


A professora Anderli, de Educação Física, está despertando o talento dos nossos alunos. Através da dança ela  tem ajudado  a melhorar o equilíbrio físico e mental, melhorando o humor e a disposição deles em todas as atividades.
A professora enfatiza o fato de que a dança aumenta a circulação cerebral de maneira que áreas adormecidas são estimuladas e isso aumenta a memória e o raciocínio, mas o melhor de tudo é ver a alegria das nossas crianças grandes. Isso não tem preço!









sábado, 9 de novembro de 2013

CALENDÁRIO

Calendário com feriados municipais, datas comemorativas e fases da lua

5º HAJA EJA

A quinta edição do Haja EJA aconteceu no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), dia 8 de novembro de 2013. Várias atividades culturais foram realizadas, todas elas ligadas ao programa da Educação de Jovens e Adultos. Os alunos da EJA mostraram que são capazes de ir muito além, pois os trabalhos apresentados eram de muita qualidade e mostraram o comprometimento dos alunos com a sua aprendizagem e formação.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Formatura EJA 05 de julho de 2013

05/07/2013 - EDUCAÇÃO


SÃO BERNARDO FORMA 2 MIL PESSOAS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Por: Redação  (cidades@abcdmaior.com.br)

Cerimônia de formatura, no Cenforpe, contou com a presença do prefeito Luiz Marinho
A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Educação, realizou na noite desta quinta-feira (04/07), no Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais da Educação), a cerimônia de formatura de 2,1 mil alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos), que no município compreende o Programa Municipal de Alfabetização e Cidadania, a Educação Profissional e o Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos).
“Faço minhas as palavras do educador Paulo Freire: A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”, disse o prefeito Luiz Marinho ao parabenizar os formandos, familiares, professores e demais profissionais da educação.
Para o chefe do Executivo, a obtenção do diploma é a primeira de muitas conquistas dos formandos. “A educação é desafiadora. Por isso, devemos abraçar as oportunidades e jamais desistir”, destacou.
A EJA em São Bernardo teve início em 1989, mas apenas em 2009 se caracterizou como política pública de Educação. Desde então, ela tem como enfoque proporcionar uma formação transformadora, que multiplique as oportunidades dos alunos no mundo do trabalho e na vida particular.
No ensino profissionalizante, os formandos receberam diplomas dos cursos de alimentação, construção civil, marcenaria, meio ambiente, imagem pessoal e costura.
De acordo com a secretária de Educação, Cleuza Repulho, a construção do conhecimento é o que alimenta a educação de jovens e adultos. “Hoje é um dia de festa, um dia em que a educação é mais uma vez a protagonista desta história”, ressaltou.
Durante o evento, os alunos da Escola Municipal de Educação Básica Flamínio Araujo de Castro Rangel realizaram uma apresentação cultural para o público.
Também estiveram presentes ao evento secretários municipais, vereadores, o deputado federal Vicentinho e a deputada estadual Ana do Carmo.